quarta-feira, 1 de julho de 2026

E era um artista

 Quando morre alguem que de algum modo passou na minha vida, fico com a sensação de que me fica a faltar qualquer coisa. O M. não era consensual, nem sempre fez as melhores escolhas, era resmungão, teimoso, insatisfeito, tinha um sentido de humor muito peculiar, não eramos amigos de beijinhos e abraços, mas, numa época das nossas vidas em que estavamos juntos todos os dias, criámos uma cumplicidade muito especial. Gostava tanto dele. Querido Manolito!

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