quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Era uma vez....

 ... uma menina de cinco ou seis anos. Morava numa aldeia sem luz eletrica, de ruas escuras mas seguras. Todos se conheciam e de uma maneira ou de outra, todos eram aparentados. Um dia, a menina foi a casa da tia D. já noite escura.  Mesmo escura! Mas a menina conhecia bem o caminho e lá foi, formosa e segura. Na ida pra casa pensou " se está tão escuro, porque vou eu de olhos abertos? vou fechá-los. Vejo o mesmo!". E assim fez. Três passos adiante, estava bater com a cabeça num monte de pedras que o  tio A. tinha em frente a casa pra fazer umas obras. Ora toma! Quem a mandou fechar os olhos?

Ontem, essa mesma menina, já idosa e aparvalhada, pensou fazer o mesmo perante o breu a que a sujeitou uma ventania chama Kristin, com nome finório estrangeiro, talvez soprada por um Adamastor furioso. "Ora se eu não vejo nada de olhos abertos, o melhor é fechá-los!" Com mais anos, mas mais astuciosa, não é que se desenrascou? E até se divertiu.  Sem luz pra ler, sem televisão, sem net e com olhos fechados, voltou a casa dos tios D. e A. mas sem bater com a cabeça nas pedras.

Saudades deles.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

 "Hoje, colhi todas as rosas de todos os jardins, e cheguei ao pé de ti de mãos vazias"        

terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Luisa, a pragmática

 Há quem diga que gosta mais de animais do que de pessoas. Já tenho ouvido o mesmo de mim. E não deixa de ser verdade. Talvez ela, como eu, saiba bem a diferença entre uns e os outros e quem nunca, mas mesmo nunca nos desilude. Não é de mimimis nem de falinhas mansas. A Luisa já passou pela maior provação que uma pessoa pode passar. Ainda assim, tem a força e a coragem de presidir uma associação que acolhe animais abandonados. Uns porque os tutores já não conseguem suportar mais essa despesa, outros porque ficaram sem tutores, outros porque nunca os tiveram e outros ainda porque foram abandonados por pessoas fofinhas cheias de mimimis e falinhas mansas. E não se fica pela presidência, fica tambem com o trabalho, as dores de cabeça (e as da alma) e todos os problemas de tão dura empreitada. É uma mulher com um grande M e que merece toda a minha consideração e admiração. Queria eu ter a coragem dela! 

domingo, 4 de janeiro de 2026

Vinícios de Morais

 Quem já passou por essa vida e não viveu,

Pode ser mais, mas sabe menos do que eu.

Porque a vida só se dá pra quem se deu,

Pra quem amou, pra quem chorou, pra quem sofreu.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

Pãozinho sem sal ...

 ... diz-se das pessoas que não são nem deixam de ser, não têm nem deixam de ter, não fazem nem deixam de fazer, enfim, não valem grande coisa. Pois é exatamente o que se passa agora com o pão. Com o pão sim! Agora há pãozinho sem sal por decreto, o que significa que nem o pão já sabe a pão. Diz que é pela nossa saúde. Saúde!!!!!!!!! Ridículo! Então e o sal que se encontra nos alimentos embalados? E os conservantes altamente prejudiciais à nossa saúde? E os corantes artificiais? E o açucar???? Ai o açucar!!!!!! Encontramo-lo em todo o lado, ali à mão, publicitado em catadupa, generosamente oferecido às crianças, inocentes, por adultos descuidados. E os quimicos usados na agricultura? Nao fazem mal à saude? Ora acabem lá  ao menos com o glifosato faxavor! Mas acabem a sério! Agora! Não é daqui a dez anos.  E os materiais altamente toxicos usados na construção das nossas casas? E os quimicos das nossas roupas? E dos cosméticos e outros produtos de "beleza"? E mais um milhão de merdas que nos matam sem darmos por isso?

 Não entendo porque o pãozinho tem de ser sem sal!!!!!!