quarta-feira, 25 de março de 2026

Insónia

 Acabei de ler o livro da Freida McFadden que comecei ontem e fui ver Taelgia, a série da RTP 2. Fui pra cama sem sono, e tambem lá não o ganhei. Tinha lido um artigo sobre um filho gay de uma destacada figura de um partido politico, em que o pobre descreve a violencia com que sempre aquela mãe o brindou. Não é personagem de livro ou filme. É real. Presente. Uma mãe informada, culta, instruída. Fria e rude como os personagens maus de Freida McFadden. Ainda estou chocada. Noutro artigo, Richard Zimler,,  escritor e jornalista americano tambem com cidadania portuguesa, assiste orgulhoso e emocionado na plateia, enquanto o seu marido, Alexandre Quintanilha é proclamado professor emérito pela Universidade do Porto, pelos altos serviços dedicados à ciencia. Um com oitenta anos, o outro com setenta. Juntos há mais de quarenta anos, monogâmicos, com um casamento que nem um nem outro alguma vez escondeu, apesar de serem figuras de relevo na sociedade portuguesa. Antagonismos. E coisa que me leva a crer que o mundo ainda não está perdido. E sono, nada. Sábado, almoço em casa da P e do C outra vez e eu a magicar a ementa que terei de elaborar da proxima vez. Não gosto de cozinhar mas eles são uns fofos e merecem. Ah, e o Mantorras tem as análises perfeitas como um cachorro jovem, coizinha capaz de me dar paz e sossego (e alegria, vá) menos sono. Ainda bem que isto não me acontece muitas vezes

sexta-feira, 13 de março de 2026

Um funeral é, muitas vezes, uma ocasião de reencontros inesperados

 Adão Lobo, é uma aldeia do concelho do Cadaval onde o  meu pai morou na juventude durante uns anos. Sempre o ouvi contar com alegria histórias daqueles tempos e dos amigos que por lá granjeou. Sempre lá voltava e cada reencontro era uma festa. A amizade foi-se estendendo à segunda geração. Ontem ouvi-os falar do meu pai como se o tivessem visto na semana passada. Fiquei feliz por isso. O Horácio, nasceu orfão de pai (tambem Horácio), que morreu poucos meses antes de ele nascer. O que lhe faltou em apoio paterno, deve ter tido da mãe, já que sempre foi firme e determinado no caminho que o levou à concretização dos sonhos que conseguiu, certamente a custo. Tem um " espaço" robusto, com produção de vinhos, pêra rocha, licores, loja e mostra tudo com um brilho nos olhos que demonstra o orgulho nas suas conquistas. Mostrou-me tudo, como se eu fosse o meu pai. E o que ele gostaria de lá ter estado! Perguntei-lhe há quanto tempo não o via e ele respondeu-me imediatamente " Há mais de trinta anos". Como se tivesse sido ontem! Não era ocasião para alegria, mas vim de lá de coração cheio. E umas garrafitas de vinho tinto, branco e rosé ...

Adão Lobo - Cadaval




quinta-feira, 12 de março de 2026

Desculpas

 Quando me referi ontem ao vestido de Margarida Maldonado Freitas como o "vestido da outra", fui bastante indelicada. Não conheço a senhora, mas merece-me todo o respeito. Não a conheço a ela, mas conheci o avô. O Dr. Maldonado Freitas é uma boa lembrança da minha infância. Que o novo casal presidencial seja muito feliz no palacio ou na terra do manguito (e não só).

quarta-feira, 11 de março de 2026

O mundo de pernas pro ar...

 ..... e o mulherio, e não só, preocupados com o vestido da outra. Talvez até, o mundo já tenha dado mesmo a volta e eu ainda nem dei por isso! Deu, não deu????'

terça-feira, 10 de março de 2026

Parece mentira...

.... mas é verdade. A semana passada, andamos na zona de Leiria e ficamos incrédulos. Ver in loco o tamanho da devastação é assustador. Arvores partidas ao meio como se fossem fósforos. Postes e fios ainda no chão. Chapas por todo o lado. Medooooooo!!!!!!!

segunda-feira, 2 de março de 2026

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

 "Os amigos não morrem: andam por aí, entram por nós dentro quando menos se espera e então tudo muda: desarrumam o passado, desarrumam o presente, instalam-se com um sorriso num canto nosso e é como se nunca tivessem partido. É como, não: nunca partiram!"

Antonio Lobo Antunes


sábado, 14 de fevereiro de 2026

E depois da tempestade....

 ... vem esta sensação de que tudo se recompôs (que me desculpem os que ainda estão mal). O vento foi soprar pra outro lado, embora ainda mande uns bafos por aqui, a chuva fez uma vénia ao sol, os dias são maiores, o Ventura foi abalroado, a net voltou, a estrada que passa aqui à porta foi reaberta e o nosso ânimo tambem melhorou. Vamos ver por quanto tempo!

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Pois é!!!!!

 De repente, voltamos aos anos sessenta (do século passado), sem energia eletrica, sem água em casa, sem internet, sem rede móvel, sem, sem, sem....

Ficou provado que tecnologia, IA e outras merdas, são pó perante a natureza zangada. 

E prova-se tambem, que, há um défice cognitivo por parte de quem nos (des)governa. Prova disso, são, para alem dos valores das ajudas, o modo como está disponível a candidatura a essas esmolas. Como conseguem as pessoas candidatar-se on line, se não têm energia? Isto é gozar com quem teve azar!

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Era uma vez....

 ... uma menina de cinco ou seis anos. Morava numa aldeia sem luz eletrica, de ruas escuras mas seguras. Todos se conheciam e de uma maneira ou de outra, todos eram aparentados. Um dia, a menina foi a casa da tia D. já noite escura.  Mesmo escura! Mas a menina conhecia bem o caminho e lá foi, formosa e segura. Na ida pra casa pensou " se está tão escuro, porque vou eu de olhos abertos? vou fechá-los. Vejo o mesmo!". E assim fez. Três passos adiante, estava bater com a cabeça num monte de pedras que o  tio A. tinha em frente a casa pra fazer umas obras. Ora toma! Quem a mandou fechar os olhos?

Ontem, essa mesma menina, já idosa e aparvalhada, pensou fazer o mesmo perante o breu a que a sujeitou uma ventania chama Kristin, com nome finório estrangeiro, talvez soprada por um Adamastor furioso. "Ora se eu não vejo nada de olhos abertos, o melhor é fechá-los!" Com mais anos, mas mais astuciosa, não é que se desenrascou? E até se divertiu.  Sem luz pra ler, sem televisão, sem net e com olhos fechados, voltou a casa dos tios D. e A. mas sem bater com a cabeça nas pedras.

Saudades deles.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

 "Hoje, colhi todas as rosas de todos os jardins, e cheguei ao pé de ti de mãos vazias"        

terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Luisa, a pragmática

 Há quem diga que gosta mais de animais do que de pessoas. Já tenho ouvido o mesmo de mim. E não deixa de ser verdade. Talvez ela, como eu, saiba bem a diferença entre uns e os outros e quem nunca, mas mesmo nunca nos desilude. Não é de mimimis nem de falinhas mansas. A Luisa já passou pela maior provação que uma pessoa pode passar. Ainda assim, tem a força e a coragem de presidir uma associação que acolhe animais abandonados. Uns porque os tutores já não conseguem suportar mais essa despesa, outros porque ficaram sem tutores, outros porque nunca os tiveram e outros ainda porque foram abandonados por pessoas fofinhas cheias de mimimis e falinhas mansas. E não se fica pela presidência, fica tambem com o trabalho, as dores de cabeça (e as da alma) e todos os problemas de tão dura empreitada. É uma mulher com um grande M e que merece toda a minha consideração e admiração. Queria eu ter a coragem dela! 

domingo, 4 de janeiro de 2026

Vinícios de Morais

 Quem já passou por essa vida e não viveu,

Pode ser mais, mas sabe menos do que eu.

Porque a vida só se dá pra quem se deu,

Pra quem amou, pra quem chorou, pra quem sofreu.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

Pãozinho sem sal ...

 ... diz-se das pessoas que não são nem deixam de ser, não têm nem deixam de ter, não fazem nem deixam de fazer, enfim, não valem grande coisa. Pois é exatamente o que se passa agora com o pão. Com o pão sim! Agora há pãozinho sem sal por decreto, o que significa que nem o pão já sabe a pão. Diz que é pela nossa saúde. Saúde!!!!!!!!! Ridículo! Então e o sal que se encontra nos alimentos embalados? E os conservantes altamente prejudiciais à nossa saúde? E os corantes artificiais? E o açucar???? Ai o açucar!!!!!! Encontramo-lo em todo o lado, ali à mão, publicitado em catadupa, generosamente oferecido às crianças, inocentes, por adultos descuidados. E os quimicos usados na agricultura? Nao fazem mal à saude? Ora acabem lá  ao menos com o glifosato faxavor! Mas acabem a sério! Agora! Não é daqui a dez anos.  E os materiais altamente toxicos usados na construção das nossas casas? E os quimicos das nossas roupas? E dos cosméticos e outros produtos de "beleza"? E mais um milhão de merdas que nos matam sem darmos por isso?

 Não entendo porque o pãozinho tem de ser sem sal!!!!!!